February 3, 2017

Primeiro dia de aula

Fim de janeiro, início da vida escolar do nosso caçula e retorno do mais velho. Pensei que estaria vacinada contra as dores da adaptação…. Ledo engano! No primeiro dia houve lágrimas, mais minhas do que deles. Não há treinamento para superar as distancias dos nossos filhos durante a vida. A cada período de separação, por mais breve que seja, parece que cortam novamente nosso cordão umbilical.
Já conheço a maioria dos profissionais da escola dos nossos pequenos, mas talvez iniciem com uma professora nova e o que eu gostaria que ela soubesse? Primeiramente, que sou grata por ela ter escolhido essa profissão, ou “promissão”, como brincam as pessoas da área. Como estudante, sinto na pele que a pedagogia não tem o mesmo prestigio das outras “ias” da vida: engenharia, advocacia…, mas ela que forma engenheiros do conhecimento em sua primeira fase, que os ensina a advogar pequenas causas, por exemplo, mediação de conflitos causados por um brinquedo favorito. É a professora que observa e intervêm, se necessário, o relacionamento dos pequenos entre si, que dá segurança e suporte para que expressem suas emoções e saibam respeitar as do próximo. Obrigada prô, por ter escolhido ser um dos principais alicerces dos nossos filhos!
Poderia parar por aqui, mas há outros detalhes que eu gostaria que fossem conhecidos:

1) Uniforme foi feito para sujar. Vou ficar muito feliz ao ver a roupa deles com marcas de terra, areia ou barro. Melhor ainda se houverem uns picões, rs! Esse é um sinal de que estiveram entre aquilo que fazem parte, mas estão cada vez mais distanciados: a natureza. Não se preocupe, uso OMO e Vanish (Post não patrocinado, mas poderia!)

2) Crianças mordem e crianças são mordidas. Por mais que doa na alma quando nosso filho chega marcado, por vezes, ele também poderá ser o agressor. Sei que o cuidado será constante e agradeço antecipadamente por isso.

3) Lanche é bom, mas picnic melhor ainda!
Procuro mandar tudo sempre em quantidades maiores, para dividir com um amigo que sinta vontade, caso ele não tenha restrição alimentar. Quero ensina-los que, se não vivemos para servir, não servimos para viver. Isso se aplica tanto para recursos financeiros, tempo e atenção, como para fatias de bolo de cenoura.

4) Agora entendo que agenda é lugar de comunicação breve e objetiva. Se eu abusar das linhas e a professora responder com um ok, vou compreender (Repito, agora. No meu primeiro ano como mãe de aluno, não foi assim… Sorry, tia Day!). A atenção da professora deve ser para a criança o máximo possível! Não podemos transformar as agendas em diários de Anne Frank, pois elas não possuem tempo e nem são obrigadas a ler tantos relatos.

5) Sim, eu vou fuçar sua página pessoal da internet, desculpe a invasão!

6) Também vou intervir em sua vida de outras formas, como uma oração matinal. Vou pedir a Deus que abençoe seu dia, vou orar pela sua família, saúde e felicidade. O estado de paz reflete em todas as atividades que são feitas. E, mesmo que eu não tivesse um interesse pessoal em seu bem-estar, continuaria a te desejar tudo isso, pois imagino que lecionar seja uma tarefa nada fácil, mas aqueles sorrisos com dentes de leite certamente fazem tudo valer a pena.
Feliz ano letivo, professora! E obrigada por tudo!

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January 30, 2017

GAELzices

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Andou seguro só com 1 ano e 3 meses
Porem, com 1 ano, 3 meses e 1 dia, se considerou apto pra correr.

Numero de dentes:
15 meses: 8
18 meses: 12

Sabe onde fica seu nariz, língua, cabelo, pé, barriga, dentes e pipi.

Sempre acorda feliz!

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Detesta ficar de tênis e meia, não dorme coberto nem a pau, Juvenal!

Quer comer tudo o que vê.

Esta monossilábico, seu vocabulário é composto basicamente por “Té” (quer) e isso serve para qualquer situação de sua pequena vida.

Também fala mamãe, papai, vovó, Teca, ága (H2o) e Lara.

Apesar de saber quem é quem, chama todo mundo de mamãe/papai.

Revida os golpes do irmão com beliscos e puxões.

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Gosta de se molhar, afunda a cabeça na banheira com o primor de uma baleia do Sea World.

Adere a filosofia dos ursos: comer e hibernar.

Bebe mais água que a galera da ressaca.

Seu brinquedo preferido é bola, não pode ver uma e nem os meninos jogando na rua que quer estar no meio.

Gosta da galinha chatinha, do São Paulo e ama o Mickey.

Vive chupando o dedo e arrastando um paninho.
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Se alguém soltar um pum barulhento perto dele, ele vai reproduzir o som com a boca sem nenhum pudor, rsrs.

É muuuito sentimental! Faz beiço, chora e fica muito chateado com qualquer voz acima do tom. #sensiveldemais #eleehumalguemquechora

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Nunca mais teve crises respiratórias! Tks Lord!

Aponta o controle remoto, celular ou qualquer outro dispositivo com números para a TV na esperança de ligá-la.

Um dia, estávamos em uma estradinha esperando o transito fluir e tinha uns despachos na encruzilhada… Ele estava na cadeirinha dele chupando o dedo, viu aquelas velas acesas, tirou o dedinho da boca e começou a bater palmas como fazemos no parabéns pra você.

Dá beijo, abraços e faz carinho.

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Eh super bebezão!

Foi à escola pela primeira vez!

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Com a cara e a coragem, com malas viagens… Ele veio e nos ganhou!

Nosso amor caçula!!

January 18, 2017

Primeiro aninho do Gael – Retrospectiva

January 18, 2017

Bernardices

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-Mãe, como chama esta maçã? (Pegando uma ameixa da fruteira)

-Mamãe, acho melhor a gente pegar um atalho. (Ao perceber que estávamos parados por mais tempo que de costume em uma rua que andamos sempre).

– Mamãe, vira nessa rua, agora, naquela. É por ali, mamãe (Crianças que usam transporte escolar conhecem o bairro melhor que você.)!

#aceitaquedoimenos

Chama o Gael de “tipititcho”

Trocou recentemente o mamãe, papai, vovó por mãe, pai, vo
#xatiada

-Mãe, vamos no shopping?
– A mamãe não tem dinheiro.
-Você não tem nenhum dinheiro?
– Não!

Pensou um pouco e respondeu:
– Precisamos comprar dinheiro pra você!
#capitalistaSelvagem

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-Mãe, esse pneu ta “muchado”.

-“Delisguei” a TV!

-A Lara gosta de assistir “Chisquitita”

Na época que estava fanático por dinossauros e enquanto tomávamos banho, soltou:
-Mãe, cadê seu rabo?

Ainda no banho:
-Mãe, você não tem pipi?
-Não, filho, só meninos tem.
… (Pensativo)
-Nao fica triste Mãe, vamos comprar um pipi pra você no mercado.
(Tamy Gretchen feelings)

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-Mãe, foi muito legal quando a tia Keila me levou no círculo (aquele lugar com lona e picadeiro…)!

-Mãe, esse chão “ta escorregadinho!”

Não posso ficar com e expressão mais seria que ele fala: – Mãe, fica feliz?

Toda manhã, eu ou o pai o vestimos com o uniforme. No dia deste ocorrido, era minha vez. Depois de ter vestido a camiseta da escola, calca da escola, ele decreta: -Quero usar a cueca da escola!
#IguaizinhosAteNosFundinhos

– Mãe, tem uma VESTA aqui (Aquele inseto também conhecido como maribondo)!

– Be, que cor são seus olhos?
– Verdes!
– E seu cabelo?
– “Lorio”

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Tem uma certa dificuldade de pronunciar palavras com L no meio. No vocabulário dele, fica assim: Creusa, brusa, frauta…

-Mãe, chega de trabalhar! Você vai ficar em casa (decretou durante as minhas férias).
– Mas dai vai faltar dindin, Be… E o que eu vou fazer em casa?
– Ah, você pode lavar a louça! (Uau, heim?)

Costumo cantar uma parte da música e deixo o resto pra ele. Neste dia, eu cantei:
– Balança caixão, balança você, da um tapa no…
Ele:
– GAEL!
(Irmãozão, heim?)

Chama seus personagens de forma singular:

be-personagens

 

Meu lindo, amamos você!

#beautifulboy

3 anos e 3 meses

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November 14, 2016

Gael – Primeiro aninho

Aprumo a máquina,

dou linha à pipa

e ela sobe alto

pela força do vento.

 

O vento é feliz

porque leva a pipa,

a pipa é feliz

porque tem o vento.

 

Se tudo correr bem,

pipa e vento,

num lindo momento,

vão chegar ao céu.

[A pipa e o vento – Cleonice Rainho]

November 8, 2016

Partir, andar.

 

gaelzinho

Hoje fizemos nossa rotina normal da manhã: correria, lanches, mochila, mamadeira, responde agenda, troca criança, criança faz xixi na roupa, troca criança de novo. Vixe! Trocamos tanto uma criança que a outra vai sem trocar mesmo, dá-lhe tia Leni, que fará isso rapidinho (“Esses pais de hoje,” ela deve pensar…). Soca vitamina goela abaixo, tira ranho, lava rostos, pega conta pra pagar, tira carro da garagem, ainda tô de toalha!! O filho não quer o tênis do dinossauro, quer o da aranha, justo esse que ainda está cheio de areia do parquinho… Preciso de alguma roupa e foi-se o tempo que eu pensava em look do dia, agora é vestir a que serve e bora lá. Tchau filho um, tchau marido!! Putz, não beijei nenhum dos dois! Deus, não permita que eu morra hoje assim, desta forma triste, sem selinho algum… Chaves, c-a-d-ê a-s c-h-a-v-e-s?? Ufa, estavam lá na sacola do mercado de ontem… Pego o filho dois e vou, partir andar, trocando uma ideia com Deus durante o caminho.

Zélia Duncan começa a cantar no rádio e me deixo levar por essa letra e melodia tão bonitas.

“Partir Andar, Eis que chega

Não há como deter a alvorada…”

É neste lapso de tempo que algo ocorre… Momentos que os segundos parecem passar em slow motion e, apesar dos sons da rua, das buzinas e pássaros, que você ouve ao fundo e sabe que estão lá, tudo que você escuta são as batidas do próprio coração, pulsando ritmadas, bombeando sangue pelas veias em uma continuidade coreografada.

Não há como deter a alvorada, não importa o quão escura ou longa foi a noite, a cada novo dia lá está ela, com suas luzes, cores e raiares de esperança. O que é divinamente orquestrado para acontecer, acontece.

“Partir andar, eis que chega

Essa velha hora tão sonhada…”

Olho para trás e lá estava meu pequeno, quietinho no bebê conforto. Verbalmente não diz quase nada, mas esses olhos de amêndoas falam muito! Dividi com ele essa fração especial de tempo e tirei uma foto pra me lembrar sempre o quanto podemos ser plenos em uma terça-feira qualquer. “Felicidade se acha é em horinhas de descuido,” disse Guimarães.

Meu peito explode de gratidão pelas notícias boas. Andamos e andamos. Haverá outras caminhadas, mas, por enquanto, nos permitiremos sentar e desfrutar de onde chegamos. E não chegamos sozinhos, chegamos pela graça, e é apenas mergulhados nela que podemos agradecer: pelo sim, pela porta que abriu, por uma boa espera, pela dádiva enviada à nossa família:

“Essa velha hora tão sonhada

Faltava quase sempre um sim

Agora já não falta nada.”

May 9, 2016

No hospital. Again.

Bebê com menos de um ano. Duas internações.
A frase que informa e inicia este post é bem curta, diferente do sentimento de imprudência de quem vivência essa realidade. “O que estou fazendo de errado?” “Como evitar surpresas assim?” Estes são exemplos de questões que nos vem à mente mas a verdade é que, por mais que nos esforcemos pra que tudo ande nos eixos, não temos total controle sobre nada nesta vida.
Na segunda feira, o Gael estava bem cansado, febril e com chiadinho no peito. O Douglas o trouxe para o hospital (digo trouxe porque estou aqui agora) e só faltou sair com uma receita de bolo, de tão reconfortante que foi o diagnóstico: “o Gael está bem, peito limpo. Faça inalação com soro e volte se a febre persistir.” A febre persistiu! Na quinta-feira ele ficou bem mal e voltamos, eu e minha mãe, pois o DougLas estava na facul. Foram coletados alguns exames, momento que foi possível “dar nome aos bois”. O Gael estava com o vírus sincicial (VSR) que causa a bronquiolite, o mesmo que quase nos fez passar seu primeiro natal aqui. Por causa da necessidade de oxigênio, dentre outros cuidados, saberia que a internação seria pedida. E me preparei psicologicamente para todos os efeitos desta decisão. Me ausentar do Bernardo foi o pior deles… Que difícil quando temos dois pequenos dependentes de nós! E por algum motivo temos de nos doar menos para um a fim de suprir o outro.
Passamos duas noites e um dia no PS, pois não tinha vaga nos quartos. Tentamos transferência para outro hospital mas todos estavam lotados. O tempo frio judia das crianças e enche as enfermarias. Cada história que conhecemos aqui! De autores pequenos em tamanho e gigantes em superação.
Eu e o Douglas estamos nos revezando nos turnos. Minha mãe passou uma noite e a tia Ana e Bruno também vieram dar uma força. A Bia lavou e passou toda roupinha deles, a Guid ficou com o Be, e as duas vovós também. Colegas me ajudaram no trabalho pra que eu pudesse estar aqui e meus chefes foram mega compreensivos. Uma coisa que a maternidade me ensinou é que geramos e parimos sozinhas, mas é impossível criarmos nossos rebentos em carreira solo. E é à esse time de revezamento, digno de competir numa Rio 2016, que agradeço de coração! Minha gratidão também transborda para Deus, que nos fortalece em meio às lutas, traz paz aos nossos corações e frequentemente age a fim de provar a nossa fé e nos lembrar o que importa nesta vida.
Por enquanto é isso! Pequeno comigo se recuperando bem, irmão mais velho curtindo o papai e a certeza de que cada “leve e momentânea tribulação produz para nós um peso de glória mui excelente.”

Deixo um texto lindo de Khalil Gibran que li nesta semana.
Beijos e obrigada pelas orações de todos!
Os filhos
(Do Livro “O Profeta”)

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”
E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

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March 8, 2016

Chapeuzinho vermelho e pepinos verdes

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Quando estava prestes a começar a árdua tarefa de cortar as unhas dos pés do Bernardo, resolvi dar este livrinho para que se distraísse.

– Filho, conta essa história pra mamãe, por favor?

– Tá bom!

E assim consegui tirar o foco do cortador de metal que deve ser uma serra elétrica na imaginação dele, tamanho o escândalo…

Ele começou:

– A chapeuzinho foi na casa da vovó. Na casa da vovó tinha lobo, pepinos..

Como não lembrava desses pepinos no conto, fui observar a ilustração para ver que licença poética era aquela… E me deparo com essas árvores, rsrs:

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Coisas de Be! 2 anos e 5 meses

March 1, 2016

Irmigos…s2

“…Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui

…Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui

Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)

O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui”

[Toy Story theme]

brothers

 

February 29, 2016

Pé de acerola

 

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“Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito dá preguiça
Sou assim pronto e acabou

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A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas tem sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo

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Brincadeira, choradeira,
Pra quem vive uma vida inteira
Mentirinha, falsidade,
Pra quem vive só pela metade

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Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a pouco eu me dou conta
Que ninguém é cem por cento

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Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé-de-nabo
Tem alguma coisa boa”

Obs.: A música chama “Pé de nabo” do Palavra Cantada. Amo essa letra, mesmo que o pé (das imagens), seja de acerola, rs.

Menino e árvore dividem o quintal, ambos crescem juntos e a tempo darão seus frutos.